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Teatro Viriato 

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3500-160 VISEU, PORTUGAL


T. 232 480 110 

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repertório

WALKING WITH KYLIÁN.

NEVER STOP SEARCHING

2017

Porque é que se dança? Porque é que se insiste em dançar e em coreografar? Porque é que se acredita que esta arte pode ser maior? 

 

Porque é que a sobrenaturalidade humana se revela com a dança? Porque é que há coreógrafos que nos expõem essa revelação com uma evidência vital? 

 

Porque é que a dança precisa cada vez mais de palavras? Porque é que a dança ressurge hoje com uma força avassaladora e se reinventou sem fronteiras? Porque é que os limites do corpo são o não ter limites? Quanto mais etéreo mais ligado ao chão! Quanto mais espiritual mais carnal!

 

Há coreógrafos que sempre viveram na franja do tempo, que sempre respiraram o presente e exalaram intemporalidade. Em França, quando nos referimos a alguém que muito admiramos, dizemos que é “Dieu sur la terre” (Deus na Terra). E, de facto, considero que há artistas, neste caso, coreógrafos que transportam ou têm mão divina. Coreógrafos que são referências maiores para mim e com quem quero comunicar, partilhar, passear intensamente. 

UM SOLO PARA A SOCIEDADE

2017

Partindo de um texto que é uma peça de teatro, mais especificamente um monólogo, lançamo-nos o desafio de criar um solo sem o recurso à palavra, mas que contenha, o fundamento eloquente do texto.


No monólogo “O Contrabaixo”, Patrick Süskind coloca metaforicamente a hierarquia de uma orquestra em paralelo com a organização da sociedade: o contrabaixo visto como um indivíduo e o indivíduo como instrumento, como peça importante mas escondida na teia social; os ruídos e convenções decalcadas no quotidiano que convocam ao isolamento e caracterizam, desta forma, o mundo indiferente e hostil para o indivíduo. No fundo, a relação entre uma orquestra, os seus elementos e a estrutura social contemporânea. 

CECI N'EST PAS UN FILM

- DUETO PARA MAÇÃ E OVO

2016

Não ilustramos um filme. Dialogamos com imagens, imagens com passado mas com futuro incerto.


Imagens que se vão habitando de gente, de vivências, de histórias suspensas...


Imagens que caminham para o dueto da maçã e do ovo que, por sua vez, sugere a elevação do amor.


Amor... Imagem entre o tempo que se arrasta rodopiando sobre si próprio e o dueto, que de tanto querer voar, se amarra ao chão.


Amor que se torna possessivo, exigente, dependente, desesperado, exaltado, sufocante; mas também patético, cómico, trágico-cómico, lúdico, frívolo, virtuoso, sinuoso, cabotino e esvaziado.

A FESTA (DA INSIGNIFICÂNCIA)

2015

A Companhia Paulo Ribeiro celebra vinte anos, e não houve um único sem uma ou mais criações. Há neste percurso um movimento perpétuo de exploração de espaço, ideias, conceitos, dúvidas, encontros, desencontros, surpresas, enfim, uma coreografia que soma todas as outras num espaço aberto delimitado apenas pela interioridade. Um mergulho no mais profundo de si próprio com a vontade de encontrar o que de melhor se pode oferecer a quem decide partilhar esta aventura connosco. Como diz Bergman, sem um tu não pode haver um eu. É esta a beleza de todas as relações, muito especialmente a da relação entre autor e público. 

SEM UM TU NÃO

PODE HAVER UM EU

2013

Nesta coreografia, que torna inesquecível o tema "Insensatez", de Robert Wyatt, há a dança de um coração em carne viva. Um eu que quer conjugar a segunda pessoa do singular, como quem diz “sou tu, também tu”, mais do que “sou teu”. Há mais entrega que posse. Entre gestos lentos e límpidos, passos periclitantes e desmoronadiços, e movimentos sísmicos, Paulo Ribeiro desenha um mapa afectivo. O coreógrafo transforma-se num sismógrafo de tremores emocionais.  Nesta peça, há amor, ódio, solidão, angústia, dilemas conjugais, luta interior, desmoronamento, mãos e mãos. E há convulsão. Um corpo, que de tão vivo, joga xadrez com a morte. No final, uma catarse que ilumina. O choro que irrompe, como orvalho ao amanhecer. 

JIM

2012

Seduzido pela força da poética de Jim Morrisson, um dos ícones mais irreverentes da década de 60, e pelo seu American Prayer, disco póstumo, o coreógrafo Paulo Ribeiro deixou-se conduzir pelas palavras e pela espiritualidade do músico para refletir sobre o lugar de cada indivíduo na relação com o mundo e sobre o lugar da dança. Cúmplice de Morrisson, mas emancipado no jogo dos corpos, Paulo Ribeiro contraria o que chama de aniquilamento interior, provoca a apologia do coletivo e semeia alguns acidentes benévolos, bem ao jeito da sua dança orgânica e ativa. 

Para o nosso querido Bernardo Sassetti...
Com um pensamento muito terno! 
 

PAISAGEM - onde o negro é cor 

2010

PRÉMIO SPA - MELHOR COREOGRAFIA DO ANO 2010
De Paulo Ribeiro, em co-criação com Leonor Keil, Peter Michael Dietz e Romulus Neagu; cenografia de João Mendes Ribeiro; desenho de luz de Cristóvão Cunha; banda sonora a partir de músicas de Zeca Medeiros, Ute Lemper, Jesus Rueda, Riccardo Nova, Vítor Rua e Teresa Lopes da Silva; com interpretação de Eliana Campos, Leonor Keil, Rita Omar, Gonçalo Lobato, Peter Michael Dietz, Romulus Neagu. 
 

SÁBADO 2

2010 (1995)

A primeira e mais emblemática obra de Paulo Ribeiro para a sua companhia remontada com novo elenco.

Remontagem da criação de 1995, com direção e coreografia de Paulo Ribeiro, música de Nuno Rebelo e interpretação de Paulo Ribeiro, Leonor Keil, Peter Michael Dietz, Romulus Neagu / Pedro Ramos, Carla Ribeiro, Eliana Campos / Sandra Rosado.
 

MAIORCA

2009

Direção e coreografia de Paulo Ribeiro, música de F. Chopin interpretada ao vivo por Pedro Burmester, com Erika Guastamacchia, Marta Cerqueira, São Castro, Gonçalo Lobato, Pedro Mendes e Romulus Neagu. 

FEMININE

2008

“Porque sou tão infeliz? Porque sou o que não devo ser. Porque metade de mim não está irmanada com a outra metade. A conquista de uma é a derrota da outra”

Fernando Pessoa

Cinco mulheres e Fernando Pessoa. Um Pessoa no feminino e de saltos altos. As palavras do poeta desafiam as delas, que se deixam perder pelas suas próprias narrativas. A poética do movimento feminino percorre a peça, misturada com o ardor colocado em cada gesto. Neste universo pessoano elas preocupam-se com o cabelo, usam saltos altos, desdenham do homem e dançam com os corpos que transpiram sensualidade.

 

O movimento é contido, escorreito e desagua num prazer prolongado. E este espaço de sensações é apenas interrompido pela força maior do coreógrafo, de brincar com as suas criações, de as colocar a rir de si próprias.

MASCULINE

2007

Quatro homens protagonizam Masculine, uma peça intensa, quase febril, capaz de levar o público ao riso ou às lágrimas e que gira à volta da “pessoa” de Fernando Pessoa. As palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é disputada pelos intérpretes que procuram entre os seus episódios de vida aqueles que se cruzam com o imaginário pessoano, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos e pela energia que a peça transpira.

MALGRÉ NOUS, NOUS ÉTIONS LÀ

2006

Há projectos que se inventam e outros que surgem imbuídos de urgência e vitalidade.

Lançamo-nos convictos de que deveríamos falar das cumplicidades, das aventuras que a vida e a criação nos têm lançado, das dúvidas, do viver permanentemente em companhia... E, eu não querendo falar do que é nosso, a Leonor a repetir que quer falar de amor, que está cansada de estar em palco para reflectir as agruras da vida. Fui dizendo que sim sem saber muito bem o que é que realmente queria dizer... Depois a minha inclinação para o caos e o excesso, fez-me imaginar três duetos com características próprias que coabitariam no tempo mas em espaços diferentes. Depois as condicionantes dos intérpretes partilhados tornaram o sonho a curto prazo impossível.

MEMÓRIAS DE UM SÁBADO COM RUMORES DE AZUL

2005

Já passaram dez anos? É inevitavelmente um período para parar e olhar para trás. Qualquer criador tem a obrigação de desmontar tudo o que construiu, perceber qual é a verdadeira dimensão do somatório das suas obras.

Cada criação, cada projecto realizado, obriga a interrogação até ao limite. Nunca nada é pacífico, nunca nada é linear, estamos sempre à beira do precipício que aumenta à medida que criamos. É verdade que cada obra é como um recém-nascido impaciente de crescimento e é também verdade que, com saber ou intuição, cada criação deveria ser um passo em frente na capacidade de dizer, na capacidade de existir, na capacidade de se fazer presente de forma intemporal. Idealmente, a criação contemporânea não deveria ter tempo. Os coreógrafos distinguem-se pela personalidade e pela longevidade das suas obras.

SILICONE NÃO

2003

“(...) Silicone Não tem uma história singular na carrei- ra do coreógrafo porque parte de um texto. Jacinto Lucas Pires foi o escritor convidado a “ordenar” em texto um tema que sempre constituiu (pelo menos) uma ressonância em todas as criações de Paulo Ri- beiro, o ‘caos dos afectos’. Deste ponto de vista, a peça em estreia pode ser vista como um ‘episódio’ de uma narrativa que nunca antes teve as palavras com este grau de participação mas que as inclui sempre. (...)”

Cristina Peres | Expresso Cartaz | 25 Abril 2003

TRISTES EUROPEUS

- JOUISSESZ SANS ENTRAVES

2001

“(...) esta criação da Companhia Paulo Ribeiro pas- sa em revista a realidade da condição da compa- nhia. sem tristezas, Tristes Europeus detém-se num trabalho de corpo e movimento elaborado a partir das idiossincrasias da multiplicidade de estilos dos membros da companhia. A peça ironiza sobre as possíveis posturas da dança contemporânea e pro- põe dançar. Grande e rara complementaridade com a música interpretada ao vivo pelos Danças ocultas, grandes interpretações também.”

Expresso Cartaz | 25 Janeiro 2003

COMÉDIA OFF

2000

“A magia do corpo em Comédia Off

(...) o espectáculo assume-se como uma dança de corpos soltos e carregados de emoção, onde a fan- tasia ocupa um lugar importante. A convocação de elementos audiovisuais serve de suporte à compo- sição coreográfica, alargando o território da dança que, dessa forma, ultrapassa os limites físicos do corpo humano na sua relação com o tempo e com o espaço (...).”

Jornal de Notícias | setembro 2000

AO VIVO

1999

“elogio da força e vitalidade

Para falar da forma como a dança e a música se relacionam no espectáculo Ao Vivo, uma obra da Companhia Paulo Ribeiro e de Maria João e Mário Laginha que, depois de ter sido estreada no ano pas- sado no Porto, no âmbito do Po.N.T.I., foi este fim- de-semana apresentada no Teatro Viriato, em Viseu, apetecia inventar um neologismo. uma palavra nova que pode exprimir aqueles momentos em que a dança não se restringe ao movimento de corpo e se combina com outros elementos que a intensificam e lhe dão vitalidade, os quais como um todo indissoci- ável, configuram o objecto artístico. (...)

o movimento e a música, flexíveis e vigorosos, es- pecializam-se e adquirem rapidez num crescendo emocional e sensorial, sem perderem a definição das respectivas formas. Até ao momento em que a música ‘corta’ o movimento e o público se levanta e, contagiado, aplaude com um vigor e entusiasmo que parecem dar continuidade à energia deste excelente espectáculo.”

Público | 29 Maio 2000

MEMÓRIAS DE PEDRA/TEMPO CAÍDO

1998

“uma reflexão aberta sobre o imaginário português, construída a partir da sua diversidade, atitudes temperamentais, no desconcerto de sobreposições, fragmentos, desencontros fugazes, ou uma aparên- cia quase tranquila da memória do tempo que paira, com subgrupos de bailarinos que, com a sua falta de sintonia, criam uma nova sintonia. Tudo isto se respira em Memórias de Pedra/Tempo Caído, através de uma linguagem corporal simultaneamente ex- pressiva e abstracta, emotiva mas aberta a múltiplas interpretações, disponível para ser apropriado pelo imaginário do público.”

Claudia Galhós | Blitz | 07 Julho 1998

AZUL ESMERALDA

1997

“(...) Mas o que é verdadeiramente admirável é que à leveza temática de Azul Esmeralda, Paulo Ribeiro consegue contrapor uma densidade enérgica que todos os bailarinos conservam do princípio ao fim da peça, contagiando os espectadores com a sua agonia e exaustão. Coreograficamente, Azul Esmeralda tem uma textura riquíssima, que faz desta peça, porven- tura, a mais complexa de todas as anteriores do co- reógrafo. Azul Esmeralda parece ainda ter a estrutu- ra de um patchwork, feito de bocados arrancados de várias fontes – como na malha sonora compósita, a remeter para ambiências muito diversificadas – mas que são todas as da experiência de um quotidiano violento que nos pode apanhar a todas, mesmo os mais prevenidos...”

Maria José Fazenda | Público | 27 Julho 1997

RUMOR DE DEUSES

1996

“o trabalho de Paulo Ribeiro tem o dom de dividir o olhar interrogativo do espectador. o seu Rumor de Deuses é uma vertigem de embriaguez onde cada um se distancia com os seus próprios estados de alma. (...) uma coisa é certa, o coreógrafo português não deixa ninguém indiferente. (...) a sua inventiva perturba e está aí com certeza o seu grande mérito.”

SudOuest | 17 setembro 1997

SÁBADO 2

1995

“A luxúria não é divertida. Nem o amor. A paixão é dor. os corações continuam a quebrar e a religião pouco faz para os consertar. (...) As pessoas que Ribeiro re- tratou torcem-se compulsivamente com desejos re- primidos. Mas graças à sua criatividade, a produção de 50 minutos foi mais viva do que melancólica. (...) A infelicidade sexual está longe de ser um tema novo na Dança moderna. Contudo, a imaginação de Ribei- ro faz desta viagem ao inferno uma aventura (...).”

Jack Anderson | New York Times | 13 Abril 1996

MODO DE UTILIZAÇÃO

1990 / 2014

Modo de Utilização é uma peça que de forma despretensiosa e com algum humor, combate a necessidade de racionalizar a dança, dando-lhe espaço para existir por si mesma transmitindo uma energia vital e poética, em que o sentido da coreografia está naquilo que não é dito, mas sim sentido...