to our nothing...
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© Constantin Georgescu

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TO OUR NOTHING...

Coordenação artística e coreografia Romulus Neagu

Duração: 50 min.


M/ 6 anos


Ficha artística
Conceção artística, Criação e Interpretação: Romulus Neagu
Convidados especiais: Leonor Keil, Félix Lozano e Peter Michael Dietz
Desenho de luz: Cristóvão Cunha
Sonoplastia: Nuno Veiga
Vídeo: Tomás Pereira
Produção: INTRUSO
Produção executiva: Héloïse Rego
Coprodução: Centro Cultural Malaposta, Odivelas, Companhia Paulo Ribeiro, Viseu e Teatro Viriato, Viseu
Parceiro Institucional: República Portuguesa | Ministério da Cultura
Apoio: Estúdios Victor Córdon, CNB e As Casas do Visconde

 

sinopse

Este projeto nasce da convicção de que a história de cada indivíduo se reflete numa outra história mais ampla– a dos movimentos artísticos e até a dos movimentos sociais. Nesse sentido os próprios conceitos de Identidade e de Memória atravessam discursos de diversas disciplinas: da história à psicologia passando pela literatura, filosofia, política e também pelo discurso ou produção artística contaminando as suas reflexões
e abrindo espaço para inúmeras questões:


É a memória imutável? Como contornar o esquecimento e o silêncio na construção da memória histórica? Qual o papel da memória na definição da identidade? Numa altura em que se questiona a identidade como povo, a identidade como cidadão, a identidade como agente de mudança, importa criar espaços de problematização através da criação
artística e da intervenção cultural.

 

Partindo de um intérprete específico e do seu percurso pessoal desenvolvemos a ideia de que esse percurso e essa multiplicidade de escolhas é inevitavelmente consequência, causa e testemunha da evolução da própria linguagem da dança dos últimos 20 anos e que essa própria evolução deixou marcas na sua identidade pessoal.
 

Partimos de Romulus Neagu e de uma biografia ficcionada do seu percurso que em si acompanha os últimos 20 anos de dança em Portugal e que nos permite pela própria sucessão dos acontecimentos – a chegada a Portugal , a colaboração com a Companhia Paulo Ribeiro e outros, a permanência numa cidade do interior, o desenvolvimento de uma linguagem coreográfica de autor para nos aventurarmos numa reflexão sobre o local de verdade e fragilidade que é o lugar do palco e da criação, cruzando pequenas histórias (verdadeiras ou possíveis) e criando uma ligação entre elas com os grandes movimentos da história da dança : desde o abandono da estética clássica até à procura de novas metodologias de composição e criação e evidentemente a tentativa de acrescentar novos significados ao corpo.


Mergulhando na dimensão humana e artística do intérprete, realizar-se-á um exercício de reflexão e introspeção personificada do indivíduo/artista, sobre a existência de uma relação triangular, as vezes conflituosa, entre a pessoa, o intérprete e a personagem, no ato da criação/vivência artística.


Como evolui o intérprete na sua profissão, como se transforma e adapta o seu corpo, a sua vida?


Uma avalanche de histórias, acontecimentos e emoções aparece como um acervo de memórias inseguras, soterradas pela passagem do tempo, colocando dúvidas sobre pertença e transformação de um passado comprometido pela memória e pelo esquecimento e pela sua permanência no presente.
 

Será também o local de reflexão sobre a própria existência do intérprete e sobre as mudanças no seu estatuto e nas suas características/ qualidades. Como transmitir ou permanecer nesse lugar frágil? Nesse limbo entre atividade e presença? Como deixar o corpo habitado e recetivo ao mesmo tempo? Partilhas, distâncias, silêncios. Será que conseguimos manter inalteráveis estas memórias? Será que nos lembramos de tudo?
Tudo que nos lembramos, aconteceu mesmo? Até que ponto ficcionamos o nosso passado? O que é real? A memória do acontecimento ou a memória da emoção?

carreira do espetáculo

ESTREIA 

26 de Março de 2022, Centro Cultural Malaposta

15 de Junho de 2022, Teatro Viriato