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TODOS, ALGUÉM, QUALQUER UM, NINGUÉM

2019

60 min. aprox. m/ 6 anos

Direção, conceção e espaço cénico Luiz Antunes

Direção coreográfica António Cabrita e São Castro

Interpretação Ana Moreno, Guilherme Leal, Joana Lopes, Małgorzata Suś, Rafael Oliveira e Ricardo Machado

Sonoplastia São Castro

Música Harmonielehre: Part III: Meister Eckhardt and Quackie John Adams; Spheres Daniel Hope

Desenho de luz Cristóvão Cunha em colaboração com os autores

Figurinos César Lopes

Elemento cénico fotográfico Margarida Dias

Agradecimentos Allan Falieri, Álvaro Campo, Luís Sá Nogueira e Pedro Prazeres

Produção CPR Viseu/ Companhia Paulo Ribeiro

Coprodução Teatro Viriato

 

A CPR Viseu/Companhia Paulo Ribeiro é uma estrutura financiada pela República Portuguesa - Cultura/Direção-Geral das Artes

sinopse

A Dança sempre teve o texto como base, depois tentou um distanciamento inicial da palavra, mas a origem de libretos sempre foi uma explicação e nomeação do movimento, como estas minhas palavras assim o tendem, tentar a validação do movimento pela palavra. A tentativa de explicar algo que, por vezes, está no universo do indizível, mais próximo do universo da poética do que da narrativa. O movimento nunca é narrativo, é literal e mimético ou poético e abstrato, numa lógica de justificação. Certo é que movimento e palavra nas criações coreográficas estabelecem uma relação algo dicotómica e até anacrónica, mas que me leva a pensar que as duas unidades sempre estiveram presentes uma na outra e uma para a outra, mas no universo da metalinguagem – as palavras impregnadas de imagem.

Parto, partindo para dentro, um bloco de granito que são as ideias brutamente amontoadas. Mas há uma ideia de pensamento que não acaba, uma ação que leva a outra e a outra. Acontecimentos que são reduzidos a um momento que significa tudo. Seis figuras em cena que entre o lento e a explosão, geradora do que é acontecer, viajam por momentos de solidão, de raiva, de julgamentos sumariamente físicos, brutos carregados de novos dogmas, de novas formas de moralismos, cenas que por acontecerem estão a ser reais, são garantia da realização inevitável de algo. Subtis olhares que marcam o início de novo caos e que produzem sensações. Depois de acontecidos são então nomeados pelo público, vincam palavras, por mais presentes que estas tenham estado no seu período de lentidão – ao ganharem a forma ganham o nome.

 

Se a frase esteve para a dança e o movimento para a palavra, também eles estiveram juntos naqueles que foram os marcos destes anos, onde se movimentaram e nomearam ideias e crenças, onde se fez, dançou e chamou História. 

Trabalhar pelo acontecimento, fazer acontecer, tornar real o que aconteceu, o que se consegue ver, e não o que dizem os escritos sobre a forma como aconteceu, porque nos escritos não há sentimento efetivo.  

Figuras que fazem tudo e contudo nada conseguem. Gritam em silêncio, o mudo silêncio do corpo. Dobram o corpo em dois, acham uma metade espacejada com tudo, cheiamente com tudo. O que fica do tudo? O oposto da existência. Será que é o cheiro do espaço ou o vazio? Tanto faz. Que fique a solitude preenchida de nós no acontecer.

Luiz Antunes

carreira do espetáculo

2019

25 e 26 JANEIRO // Teatro Viriato, Viseu